Consumo Consciente

Microplástico: o perigo invisível

Você sabia que atualmente temos mais microplásticos nos oceanos do que estrelas no céu?1

Estima-se que tenhamos em torno de 51 trilhões de microplásticos nos oceanos, o correspondente à 500 vezes o número de estrelas na galáxia.

Este número é tão descomunal que nos reforça a necessidade de discutirmos sobre o plástico.

Os microplásticos são itens plásticos menores que uma conta de pérola (5 mm), grande parte invisíveis a olho nu (até 0,1 mm). Mas que itens são esses que aparecem nos oceanos, rios, solo, na nossa comida e até no ar que respiramos?

Grande parte dos microplásticos se originam da fragmentação de plásticos maiores (macroplásticos). Mas também existem os que já são produzidos pela indústria neste tamanho e servem de matéria prima para a produção diversos materiais plásticos (pellets plásticos) ou um pouco menores para serem utilizados como esfoliantes (microesferas plásticas), que são facilmente confundidos com grãos de areia ou com o alimento pelos organismos marinhos.

Mas o perigo não se restringe ao oceano, um estudo recente da universidade de Newcastle e da WWF aponta que através do consumo de água, sal de cozinha, da ingestão de carnes (especialmente frutos do mar) e até do consumo de cerveja, uma pessoa pode ingerir até 5g de microplásticos por semana. O que corresponderia a ingestão de um cartão de crédito semanalmente ou o equivalente à 5 garrafas pet de 2 litros por ano.

Resíduos plásticos também podem acabar entrando em nosso organismo quando consumimos produtos embalados em plástico, seja um invólucro que envolve a carne processada, seja a água tomada na garrafinha.

Estudos recentes sugerem que seríamos capazes de eliminar cerca de 90% do microplástico que entra no nosso organismo, porém a presença deste no nosso corpo poderia causar impactos negativos ao nosso sistema imunológico e auxiliar no desenvolvimento de diversas doenças. O plástico pode conter substâncias como o bisfenol A que, por sua vez, podem promover tumores e alterar funções hormonais. Além dos compostos que constituem o plástico, ele pode reagir facilmente como outros compostos presentes no ambiente (tais como metais pesados, poluentes emergentes e outros), induzindo doenças que podem se manifestar em médio ou longo prazo.

A situação é grave e o que sabemos, sem dúvidas, é que precisamos mudar nossos hábitos urgentemente.

Escrito por Dra. Camila Burigo Marin

Os hábitos adquiridos no movimento julho sem plástico, precisam ser adotados para todos os nossos dias. Vem com a gente e evite sempre que possível a utilização de plástico, especialmente os descartáveis.

A mudança depende de cada um de nós!

COMPARTILHAR

conteúdo por

Post anterior
Macroplástico: a grande ameaça aos oceanos
Próximo post
Lançamento: Bioliner da Nós e o Davi

Leia também

Menu