Maternar e Paternar

Como ensinar empatia para a criança pequena?

Hoje, vamos dar dicas sobre como ensinar empatia para a criança pequena e bebês através da conversa e exemplos práticos. Confira tudo no post abaixo!

A empatia é a capacidade de imaginar como alguém está se sentindo em uma situação particular e responder com cuidado. Ela é uma habilidade muito complexa para se desenvolver. Ser capaz de simpatizar com outra pessoa significa que uma criança:

  • Entende que é um indivíduo separado;
  • Entende que outros podem ter pensamentos e sentimentos diferentes dela;
  • Reconhece os sentimentos comuns que a maioria das pessoas experimenta: felicidade, surpresa, raiva, decepção, tristeza, etc;
  • É capaz de olhar para uma situação particular (como assistir a uma pessoa se despedindo dos pais na escolinha) e imaginar como seu amigo pode estar se sentindo;
  • Consegue imaginar qual resposta pode ser apropriada ou reconfortante naquela situação particular – como oferecer a seu amigo um brinquedo favorito ou ursinho para confortá-lo.
Ensinar empatia criança pequena

Principais marcos sobre a empatia

Compreender e mostrar a empatia é o resultado de muitas habilidades socioemocionais que se desenvolvem nos primeiros anos de vida. Alguns marcos especialmente importantes incluem:

  • Estabelecer um relacionamento seguro, forte e amoroso com seus pais e cuidadores. Sentir-se aceito e compreendido por um adulto de referência ajuda o bebê a aprender a aceitar, bem como entender os outros a medida que ele vai crescendo.
  • Começando a ter referencial social, com cerca de 6 meses de idade. Isto é, quando um bebê vai olhar para um pai ou outra pessoa querida para avaliar como essa pessoa reage a uma pessoa ou situação. Por exemplo, um menino de 7 meses olha atentamente para o pai, enquanto ele cumprimenta um visitante de sua casa, para ver se esta nova pessoa é boa e segura. A resposta dos pais ao visitante influencia como o bebê responde. É por isso que os pais são encorajados a serem otimistas e tranquilizadores quando dizem adeus às crianças na escolinha. Essa é uma forma de enviar uma mensagem de que “este é um bom lugar”, assim como “você ficará bem”.
  • Referenciar ou ser sensível à reação dos pais em novas situações ajuda os bebês a entenderem o mundo e as pessoas ao seu redor.
  • Desenvolver uma teoria da mente. Isto é, quando uma criança pequena (entre 18 e 24 meses de idade) percebe que, assim como ele tem seus próprios pensamentos, sentimentos e objetivos, outros têm seus próprios pensamentos e ideias que podem ser diferentes das dele.
  • Reconhecendo-se em um espelho. De acordo com estudos, isso ocorre entre 18 e 24 meses e indica que uma criança tem uma compreensão firme de si mesmo como pessoa separada das demais.

O que você pode fazer para nutrir a empatia em sua criança pequena

Seja empático com seu filho: “Você está com medo desse cachorro? Ele é um bom cachorro, mas ele está latindo muito alto. Isso pode ser assustador. Eu vou segurar você até que ele vá embora”.

Fale sobre os sentimentos dos outros: “Sua amiguinha está ficando triste porque você pegou o carrinho dela. Por favor, devolva o carrinho e escolha outro para brincar”.

Sugira como as crianças podem mostrar empatia: Lance questões como “Vamos pegar um pouco de gelo para aquele amiguinho colocar no seu dodói?”, por exemplo.

Leia histórias sobre sentimentos. Neste link você confere 18 livros infantis que falam sobre emoções.

Seja um modelo a seguir: Quando você tem relacionamentos fortes e respeitosos e interage com os outros de uma forma amável e atenciosa, seu filho aprende com seu exemplo.

Use mensagens com “EU”. Este tipo de comunicação modela a importância da autoconsciência: EU não gosto quando você me atinge. Isso dói.

Valide as emoções desafiadoras do seu filho. Às vezes, quando nosso filho está triste, irritado ou desapontado, nos apressamos a tentar corrigi-lo imediatamente, para que os sentimentos desapareçam porque queremos protegê-lo de qualquer dor. No entanto, esses sentimentos são parte da vida e as crianças precisam aprender a lidar com eles. Na verdade, rotular e validar sentimentos difíceis realmente ajuda as crianças a aprender a lidar com eles: “você está realmente bravo que eu desliguei a TV. Eu entendo, você gosta de assistir a esse desenho, né? Tudo bem sentir raiva. Quando a raiva passar, que tal me ajudar a fazer um delicioso almoço, ou brincar na cozinha enquanto preparo um lanche?”. Esse tipo de abordagem também ajuda as crianças a aprender a simpatizar com outras pessoas que estão experimentando sentimentos difíceis.

Outros exemplos de como trabalhar a empatia com seu filho

Use o faz de conta. Fale com crianças mais velhas sobre sentimentos e empatia enquanto brincam. Por exemplo, você pode fazer o ursinho de pelúcia conversar com o cachorrinho de pelúcia sobre esperar sua vez para brincar. Então pergunte ao seu filho: “como você acha que o cachorrinho se sente? O que devemos dizer ao ursinho?”

Pense no uso do “Me desculpe”. Muitas vezes insistimos que nossas crianças digam “Me desculpe” como uma maneira de assumirem a responsabilidade por suas ações, mas muitas crianças não entendem o que essas palavras significam. Embora possa parecer “certo” para eles dizer “Me desculpe”, isso não ajuda necessariamente a aprender empatia. Sendo assim, uma abordagem mais significativa pode ser ajudar as crianças a se concentrarem nos sentimentos da outra pessoa: “Filha, olha para seu amiguinho, – ele está muito triste. Ela está chorando. Ela está passando a mão onde você a empurrou. Vamos ver se ela está bem”. Isso ajuda as crianças a fazer a conexão entre a ação (empurrão) e a reação (um amigo triste e chorando).

Seja paciente. Por fim, ressaltamos que o desenvolvimento da empatia é algo que leva tempo. Seu filho provavelmente não será um ser perfeitamente empático aos três anos de idade (há alguns adolescentes e até mesmo adultos que ainda não dominaram essa habilidade!). Na verdade, uma parte grande da criança está se concentrando “em mim, meu e eu”, e isso é normal. Por isso, lembre-se: a empatia é uma habilidade complexa e continuará a se desenvolver ao longo da vida.

E aí, gostou do post? Temos mais publicações como essas na categoria Maternar e Paternar.

Texto adaptado livremente de Zero to Three.

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