Aromaterapia na gestação, parto e pós-parto
Maternar e Paternar

Aromaterapia: aliada na gestação, parto e pós-parto

Na gestação, parto e pós-parto, a aromaterapia é uma das formas naturais que a mãe tem para abrandar os sintomas mais comuns destes períodos.

O uso milenar das plantas surgiu com o emprego terapêutico das ervas medicinais, chamada de fitoterapia, e é, sem dúvida, a medicina mais ancestral conhecida.

Os óleos essenciais são produtos vegetais extraídos de plantas medicinais aromáticas. São, portanto, os perfumes das plantas. O conhecimento dos óleos essenciais é a base da aromaterapia.

A história dos óleos essenciais

Um dos manuais médicos mais antigos que se conhece foi escrito há 4.000a.C e já mencionava as ervas aromáticas.

Ao longo da história, praticamente todas as civilizações utilizavam a fitoterapia como base terapêutica. Apesar de os óleos essenciais serem produtos naturais, eles também possuem uma composição química muito mais complexa que qualquer outro medicamento. Eles também podem ser absorvidos pelas mucosas nasais ou pele, possuindo a mesma via de ação dos medicamentos.

Sendo assim, é muito importante conhecer as propriedades e o utilizá-los de forma cautelosa, correta e orientada.

Como a aromaterapia atua em nosso organismo?

A grande vantagem do uso dos óleos essenciais é que, após sentir o perfume de uma determinada planta, sua ação se dá, principalmente, através de uma resposta neuropsíquica rápida. Ela é capaz de influenciar respostas emocionais agindo nos centros nervosos. É por isso que eles são uma excelente opção, já que os medicamentos necessitam da absorção dos seus componentes químicos para que haja uma ação.

Quais óleos essenciais são os mais usados no dia a dia da mãe?

Aromas como os de Laranja (Citrus sinensis), Grapefruit (Citrus paradisi), Néroli (Citrus aurantium), Cipreste (Cupressus sempervirens) e Rosa de damasco (rosa damascena), bem como Camomila Alemã (Matricaria recutita), Camomila Romana (Anthemis nobilis) e Lavanda francesa (Lavandula angustifolia), são frequentemente utilizados para abrandar os principais sintomas como náuseas, ansiedade, medo e dor.

Aromaterapia na gestação, parto e pós-parto.

A aromaterapia no trabalho de parto

A maior pesquisa já realizada foi conduzida na Inglaterra, no Hospital John Radcliffe, localizado em Oxford, e envolveu 8.058 mulheres em trabalho de parto normal ou cesariana.

O estudo, conduzido por 8 anos, avaliou os efeitos dos óleos essenciais na inalação e nas massagens em concentração de 1%.

Os principais aromas escolhidos para alívio da dor, medo e ansiedade foram Lavanda (L. angustifolia), Camomila Romana (Anthemis nobilis) e Rosa (R. damascena). Para alívio da náusea e vômito, o aroma de Hortelã-pimenta (Mentha piperita). E para aumentar a sensação de bem-estar e sentimentos positivos em relação ao parto, foram utilizados, principalmente, os aromas de Eucalipto (Eucalyptus glubulus), Limão (Citrus limon) e Mandarina (Citrus reticulata).

O estudo também relacionou a aromaterapia no parto com a redução do uso de analgesia de 6% para 0,4%. Para auxiliar na redução de da dor, utilizou-se óleos essenciais de Capim-limão (cymbopogon citratura), Manjerona doce, Ylang ylang (Cananga), bem como de Bergamota (Citrus bergamia), Sálvia Esclaréia (S. sclarea), Olíbano (Boswellia sp.) e Jasmin (Jasminum officinalis).

A aromaterapia no pós-parto

No pós-parto, muitas mães enfrentam cansaço, fadiga, tensão e sentimentos de tristeza e depressão. O bebê descobre o mundo a sua volta e o interpreta através da sua mãe. Por isso podem ocorrer cólicas e noites mal dormidas.

Óleos essenciais como, por exemplo, Tangerina, Laranja e Lavanda, são benéficos tanto para mãe quanto para o bebê.

Ainda nos cuidados com o bebê, também podemos utilizar alguns óleos essenciais nos cuidados das fraldas ecológicas. O óleo de Melaleuca, também chamado de Tea tree, é um dos principais.

Contraindicações e recomendações

Antes de mais nada é fundamental ressaltar que uso da aromaterapia está desaconselhado no primeiro trimestre da gestação. Para utilizar os óleos essenciais, é importante a orientação e acompanhamento de um aromaterapeuta experiente. O obstetra também deve estar ciente dessa utilização. Por fim, deve-se utilizar os óleos sempre na concentração de 1%, salvo indicações expressas pelo médico ou terapeuta.

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Artigo para leitura: BURNS, Ethel; BLAMEY, Caroline; LLOYD, Andrew. Aromatherapy in childbirth: An effective approach to care. British Journal of Midwifery 8(10):639-643 · October 2000

Post atualizado em junho de 2021.

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